quinta-feira, 23 de maio de 2013

Fabricação do tecido

Antes das industrias as roupas tinham que ser feitas a mão. Dês do cultivo da matéria prima, sua transformação em um tecido até a costura da roupa.

O algodão era plantado, e quando estivesse pronto, toda a plantação ficava branca, e essa parte branca teria de ser puxada e retirada, ela que irá virar o tecido.



Para deixar o algodão ou a lã em formar de fio, deveria passar primeiro pela Roca, onde a mulher movimentava a roda a partir de um pedal no pé dela, e ela ia puxando o fio ate ficar pronto. Essa etapa era bem demorada, e devia ser feito com muito cuidado.


Após os fios ficarem prontos, eles deveriam passar pelo Tear, onde os fios seriam juntados se transformando em um tecido. 

Existiam vários tipos de Teares, alguns grandes e outros menores, mas sua utilização era a mesma.


Era necessário ter muita habilidade ou o o tecido sairia errado. Geralmente esse trabalho era reservado as mulheres, mais muitos homens também sabiam fazer.



O algodão podia ser colorido por natureza. Como vemos na imagem essas cores eram limitadas. Para roupas mais coloridas era necessário tingir o fio, o que podia ser feito ates de passar pela Roca ou depois.


A já é diferente, pois é retirada da ovelha. Quanto mais se esperar maior será o tamanho da lã. O processo para retirar a lã da ovelha é chamado de "Tosquiar"


Esse processo de Tosquiar a ovelha deve ser feito por um profissional pois a lã tem de ser cortada com muito cuidado para não ferir a ovelha, que depois volta para o pasto "pelada" e ira crescer uma nova camada de lã. Hoje em dia, é proibido matar a ovelha para retirar a lã.


Os demais passos, tanto para colorir a lã, como para afiar e formar o tecido são muito similares, e utiliza-se os mesmos objetos.





quarta-feira, 22 de maio de 2013

Imagens: Vestimentas na Europa Medieval

"Os chapéus em forma de cones, sapatos pontudos e vestidos de cauda longa evocam perfeitamente as extravagancias da moda medieval. Mas não devemos nos esquecer de que a Idade Média durou mil anos. Ora, todos esses elementos são característicos apenas do século XV, mais bem documentado, estudado e conhecido, pelo menos no que diz respeito à França." [Revista História Viva, nº 115]

Cores como o Vermelho, Verde, Azul, Laranja e o Roxo se tornaram as cores favoritas da elite europeia. (elite = pessoas ricas)

Os homens usavam diferentes tipos de roupas, no século XII, as roupas tornaram-se mais longas, para o desespero de algumas pessoas que entendiam as roupas compridas como uma aproximação da roupa feminina. Mas a moda bem viril (macho) do rosto barbudo, então limitada a determinadas áreas, chocava-os da mesma forma. As mangas (nas roupas femininas) tornaram-se muito longas, muitas vezes arrastando ao chão, o que tornava difícil trabalhar e por isso se tornou necessário prender as mangas com nós. 

Durante toda o tempo, evitava-se mostrar as pernas ou coxas, e por isso usava-se muitos tecidos (um sobre o outro) o que demostrava riqueza externa. No caso das mulheres suas roupas tinham um comprimento maior na parte de trás o que dava uma impressão de "cauda" na vestimenta. Algumas roupas podiam chegar a 1,70 metro na frente e 1,75 metro atrás.

O uso de roupas mais apertadas masculina era feita por homens mais jovens por volta de 950 d.c. Mas a Espanha e o sul da França eram bem diferentes dos resto da Europa as vezes, por certa originalidade. Em outros lugares, até o final do século XI, usavam-se batas masculinas amplas, de manga comprida, entufadas na cintura e que desciam até o joelho.



O chapéu ou véu eram muito usadas pelas senhoras que escondiam todo o cabelo por trás dos acessórios. Outros acessórios que fizeram a moda da época eram as pedras preciosas, o ouro, peles, brincos, correntes, alfinetes e cintos. Muitas vezes até a espada do cavaleiro era enfeitada. 


Na imagem, uma pulseira de pedra Lápis-Lazúli, importada do Oriente para os nobres da Europa Medieval.




domingo, 19 de maio de 2013

Fabricando a Seda

O fio de seda é fabricado do casulo da lagarta de diversas mariposas. A mais comum é a Bombyx mori, bicho-da-seda da amoreira, que responde por 95% da produção mundial. A sericultura moderna é mecanizada, porém o processo de produção é basicamente o mesmo há 5 mil anos.
Os chineses tiveram exclusividade na fabricação da seda por três milênios! Ciente do valor comercial do tecido que pode ser usado em dias quentes ou frios, o governo chinês proibiu a exportação de ovos de mariposas e sementes de amoreiras, condenando à morte os traficantes. Os europeus só desvendaram o mistério em 552, quando o imperador romano Justiniano enviou alguns monges à China, em missão de espionagem. Na bagagem, os supostos religiosos esconderam ovos de bicho-da-seda dentro de bordões de bambu. Constantinopla tornou-se o primeiro centro de seda da Europa. Nos séculos seguintes, a sericultura disseminou-se por todos os continentes.
A sericultura nacional (no Brasil) só se desenvolveu a partir do final da Segunda Guerra Mundial. Mas o país correu para recuperar o tempo perdido. Atualmente, o Brasil é o quarto produtor mundial de um mercado ainda dominado pelos chineses, produtores de quase metade da seda comercializada na Terra.

Os Passos para a transformação do casulo em seda:


1. Gosto de amora
Para produzir seda é preciso uma árvore (a mais usada é a amoreira), porque o fio é secretado pela larva de uma mariposa que deposita seus ovos em folhas de árvore. Essa larva é o chamado bicho-da-seda


2. Casulo de saliva
A "baba" do bicho-da-seda, que tem uma substância chamada sericina, é usada para tecer o casulo. Em condições naturais, a larva dentro do casulo se transformaria em mariposa



3. Da baba ao fio
Os casulos são removidos da árvore e postos para secar. Depois eles são cozidos (com o bichinho vivo lá dentro). O cozimento mata a larva e amolece a sericina, tornando possível esticar seus filamentos

4. Enrolando
Vários filamentos, unidos pela própria sericina, formam um fio de seda. Para fazer um carretel de linha, são necessários seis ou sete casulos

5. Dar uma corzinha
Os fios de seda são entrelaçados em teares. Eles podem ser tingidos antes ou depois dessa etapa (a seda natural é branca).


A seda era considerada a mais valiosa mercadoria da China e gerou a famosa rota da Seda, a mais importante rota comercial da época. A manufatura da seda era um segredo de estado, muito bem guardado até o ano 300, quando se tornou conhecida na Índia. Ou seja: 3 000 anos após sua descoberta pelos chineses.